Em 1700, um agricultor chamado Plácido, encontrou na beira do igarapé Murutucu (hoje basílica de Nazaré), uma imagem da virgem esculpida em madeira. Ele então, levou a imagem para sua casa no meio da mata. No dia seguinte ficou surpreso ao perceber que a imagem havia desaparecido. Ficou mais surpreso ainda, depois que retornou ao igarapé e encontrou a imagem da santa novamente no mesmo lugar ele tinha achado anteriormente. Ele então a levou novamente para casa e mais uma vez o fenômeno se repetiu. Assim foi por vários dias. Até ele perceber que ela queria ficar ali.

Junto com seus vizinhos ele construiu um pequeno oratório, que mais tarde virou capela, atraindo visitantes que começaram a espalhar a fama da milagrosa santa. Atraiu até, o então governador da capitania, D. Francisco Maurício que ordenou a transferência da imagem para a capela do Palácio da Cidade, e mais uma vez a imagem desapareceu e ressurgiu na capela. 

Em 1793, se iniciava a festa do Círio de Nazaré, uma das maiores festas religiosa do Brasil. No ano seguinte a imagem foi reformada em Portugal e depois levada em procissão até sua igreja (considerada a primeira procissão). Hoje a festa leva uma multidão com mais dois milhões de pessoas, para participar de uma procissão que demora de seis à oito horas. 

A devoção por Nossa Senhora de Nazaré foi introduzida por Jesuítas portugueses e se tornou mais forte depois que a imagem foi encontrada. A festa acontece no segundo domingo de outubro. Porém, um dia antes, no sábado, em uma procissão fluvial, a imagem é levada de barco até o porto de Belém, depois é levada para a Catedral da Sé. No domingo a imagem é levada em uma berlinda, puxada pelos devotos com uma corda de 400 metros até a Basílica de Nazaré (local da primitiva capela).

Todos os fiéis que ajuda na puxada da corda, acreditam receber bênçãos especiais. Nesse dia Belém e todo o Norte do Brasil param para venerar Nossa Senhora de Nazaré.

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