O artesanato é uma atividade manual que gera emprego e renda para milhares de famílias

O artesanato é uma atividade manual que gera emprego e renda para milhares de famílias. A profissão de artesão é regulamentada desde 2015, através de da Lei 13.180, que entre outros benefícios, garantiu aos artesãos o direito a carteira nacional do artesão, qualificação e linhas de crédito. Em São Luís o artesanato é muito desenvolvido, sendo facilmente encontrado em diversos pontos da cidade, entre eles o Centro de Produção Artesanal do Maranhão (CEPRAMA), localizado na Rua São Pantaleão, 1212, no bairro do Lira.

Artesão – Foto: Felipe Matos

 “O CEPRAMA é um centro de produção e comercialização artesanal de maior representatividade maranhense, ou seja, é um local onde os visitantes encontram o original artesanato maranhense, porque lá os produtos são expostos pelos próprios artesãos, o que gera oportunidade de trabalho e renda”, esclareceu o superintendente de artesanato do Maranhão, Carlos Martins. 

Com a chegada da pandemia, o setor de artesanato foi bastante afetado, tendo que interromper suas atividades temporariamente, mudando a sua dinâmica do trabalho, o que acentuou a necessidade de se reinventar. “As dificuldades que nossos artesãos encontraram, foram as mesmas que parte do comércio encontrou, principalmente os informais. O CEPRAMA passou praticamente quatro meses fechado, em função da pandemia, o artesão não tinha local para vender porque não tinha compradores, então a alternativa foi trabalharmos virtualmente”, comentou Carlos Martins

Peças artesanais produzidas por artistas ludovicenses – Foto: Felipe Matos

Não foi uma alternativa que deu de imediato resultado principalmente porque o artesão não estava familiarizado com esse formato de comércio, mas o Governo do Estado, criou algumas alternativas, como um edital que favoreceu alguns artesãos.  Para Jesus, artesão há 48 anos, está sendo muito difícil lidar com a queda nas vendas, pois estas diminuíram bastante desde a ordem de isolamento e fechamento de comércios e feirinhas. Ele informou que, diariamente, fica das 07h às 21h tentando vender nas ruas seus artesanatos. “Tem sido dias difíceis”, revelou. Por outro lado, o Robson, que é vendedor ambulante, viu na crise uma forma de driblar as dificuldades, passou a vender máscaras.  Diante do atual cenário, o desejo desses empreendedores é de que a crise passe logo, para que eles continuem a vender seus trabalhos e que possam retomar a rotina.

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