Setor começa a se recuperar gradualmente após crise que iniciou em março

A pandemia do coronavírus afetou fortemente o turismo em São Luís, porém o setor começa a apresentar sinais de recuperação. O crescimento ocorre com a flexibilização das medidas sanitárias, após a curva de mortes e casos da Covid 19 apresentar uma tendência de queda.

Centro Histórico, o principal atrativo turístico de São Luís – Foto: Felipe Matos

Segundo um levantamento realizado pela Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (BRAZTOA) em setembro 87% das operadoras realizaram vendas. Esse número tem crescido mensalmente 10 pontos percentuais em média. Ainda de acordo com o estudo, os brasileiros estão viajando para destinos mais próximos.

O Secretário Adjunto de Turismo do Maranhão, Hugo Ricardo Veiga, informou que o processo de retomada no setor de turismo continuará se não houver uma segunda onda da Covid-19. “Tem ocorrido um fluxo maior, tanto de maranhenses descobrindo seu próprio estado, ou redescobrindo, e de estados vizinhos, principalmente, Tocantins, Pará e Piauí. São viagens de curta distância e grupos pequenos, menos de cinco pessoas, viagens em dupla e individuais”, declarou.

O Centro Histórico continua sendo o principal atrativo turístico de São Luís, porém outras áreas começam a se destacar na rota turística da capital. É caso do Espigão Costeiro. O local fica localizado próximo às praias, e foi comtemplado por revitalizações e ações realizadas pelo Governo do Estado, como a reforma do Forte Santo Antônio e a criação do Centro de Atendimento ao Turista. Somado a tudo isso, novos estabelecimentos gastrônomos têm surgido na área. Como consequência, o local passou receber um fluxo maior de visitantes.

Espigão Costeiro da Ponta d’Areia – Foto: Vando Maciel

A queda no turismo afetou outras áreas econômica, como a hotelaria, restaurantes e artesanato. “São Luís tem vocação primeira para turismo. O turismo é uma atividade econômica que impacta outras 54 atividades. O fato de sermos a única capital brasileira fundada por franceses, invadida por holandeses e colonizada pelos portugueses, que nos deixaram um acervo que acabou virando Patrimônio Cultural da Humanidade, com mais de 3.500 casarões coloniais de arquitetura lusitana. O exotismo das nossas praias, de água morna e areia muito fina, e essa amplitude de marés que chega a variar até 14 metros; a gastronomia miscigenada de origem indígena, portuguesa e africana, assim como também o sincretismo religioso, transformaram São Luís em uma cidade única. É meio Norte e meio Nordeste”, destacou Hugo Ricardo Veiga.

Lúcio Mário, turista da cidade do Rio de Janeiro, que veio à São Luís pela primeira vez, comentou que achou a cidade muito atrativa, principalmente, os pontos do Centro Histórico. Considerou São Luís como uma cidade muito organizada, com bastante atrativos e com uma boa infraestrutura. Contou ainda, que pretende voltar em outra oportunidade para conhecer mais locais da grande Ilha.

Segundo Hugo Veiga, para diminuir o impacto causado pela pandemia, o Ministério do Turismo fez campanhas muito fortes em fomento a atividade turística interna. A EMBRATUR, por conta das dificuldades de entrada em outros países, deixou de promover o Brasil externamente, e focou na promoção interna para motivar os brasileiros a descobrirem e redescobrirem o próprio país.

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