Os Jogos Escolares Maranhenses (JEMs) chega ao 49° ano, com apenas a edição de 2020 não realizada e com uma expectativa de volta no ano de 2021. Entretanto, a competição segue com o calendário indefinido para este ano. Segundo uma nota da Secretaria de Estado do Esporte e Lazer (SEDEL), a definição sobre os jogos escolares segue suspensas por conta da pandemia de COVID-19.

Karina Gonçalves em quadra – Foto: Arquivo Pessoal

O JEMs teve sua origem nos meados do século XIX, como forma de incentivar o lazer entre os jovens. Tudo começou com exercícios feitos em praças da cidade. Sob sol e chuva, os jogos atléticos eram praticados pelos os jovens da época.

Com o tempo foram evoluindo e criando novas gerações com implantação de novas modalidades, como o remo que, no início do século XX foi praticado nos rios do Anil e do Bacanga. Em 1990, se inicia as rivalidades entre as escolas. As disputas entre o Liceu, escolas do Bairro da Alemanha e outras da grande São Luís, foram ganhando cada vez mais destaque no cenário estadual.

A última edição foi realizada em 2019, com uma participação de 98 municípios do Maranhão. No ano de 2020, ao todo 60 municípios demonstraram interesse, porém devido as restrições impostas pela covid-19, a edição foi cancelada. Neste ano há bastante otimismo na realização dos jogos. Dependendo da vacinação da população, o JEMs está programado para o segundo semestre deste ano.

Mais do que fazer grandes atletas, o JEMs busca contribuir na formação pessoal dos jovens maranhenses. Além do incentivo ao esporte e a educação, a competição contribui na formação de jovens de bem. Outrossim, o JEMs proporciona disputas nacionais. As equipes que obtiveram, as melhores classificações no país se enfrentam. O que favorece muito para a descoberta de novos atletas.

Um talento revelado pelos Jogos escolares maranhenses, é a atleta Karina Gonçalves Corrêa, 18, hexacampeã dos JEMs e ganhadora do Troféu Mirante 2019, na categoria Basquete. Karina destacou a importância do JEMs e comentou sobre a conquista do prêmio da Mirante. “O Troféu Mirante para mim foi superimportante na minha carreira como jogadora, por servir como um enorme reconhecimento e incentivo. Qualquer atleta maranhense tem vontade de ganhar um troféu desse, pois nos traz mérito de todo esforço e dedicação dentro de quadra, fora que é uma experiência e uma sensação única”, enfatizou.

Karina Gonçalves com o Troféu Mirante de Basquete 2019 – Foto: Arquivo Pessoal

Karina comentou ainda a relação com a atleta maranhense já consagrada, Iziane Castro. “Com 12 anos fiz uma viagem pra Minas Gerais e tive a oportunidade de passar 14 dias com Iziane, eu já a conhecia, mas nunca tinha tido a oportunidade de falar com ela. Esses dias foram essenciais para conhecer mais sobre as conquistas dela, as fases como jogadora e a representatividade maranhense que ela carregava”, afirmou.

O JEMs busca promover inclusão social de vários povos. Na edição de 2019, por exemplo, participou da competição um time feminino de futsal de uma comunidade quilombola da ilha. A equipe pertencente a escola Municipal Ariston Carvalho Mesquita, superou vários obstáculos para treinar e participar das competições. As histórias de superação e sucesso mostram o quanto o esporte está ligado na formação de jovens no meio social. Revelam a importância do JEMs como ferramenta de inclusão social no Maranhão.

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