Em tempos de alta na compra do gás de cozinha, restaurantes inovam na própria produção de gás através de energia limpa e com retorno financeiro.

O lixo orgânico é composto por sobras de alimentos, como verduras, frutas, arroz e carne, são produzidos diariamente em restaurantes, casas, hotéis, hospitais e que descartados de forma irregular. Quando apodrecem, produz o chorume, um resíduo que possui um alto nível de poluição, podendo contaminar o solo e o lençol freático e causar sérias doenças na população.

Atualmente, restaurantes têm buscado novas alternativas para o descarte do lixo orgânico. O que antes era descartado na coleta de lixo seletiva, agora, visando à preservação do meio ambiente, tem sido destinado de forma sustentável, para projetos alternativos de reciclagem que geram energia limpa e lucro para os restaurantes. 

Exemplo disso é a produção de biogás, uma importante fonte de energia renovável como forma de tratamento dos resíduos orgânicos (restos de alimentos) no processo de decomposição anaeróbia e que gera economia para quem a utiliza. Os micro-organismos são os responsáveis por esse processo que se transforma em gases. Segundo a engenheira ambiental Taiane Costa, a utilização do Biogás é muito vantajosa pela viabilidade econômica, pois é uma fonte de energia alternativa e contribui para a conservação do meio ambiente por ser limpa e sustentável.

Alexandre Lopes, dono de um restaurante comprou uma produtora de biogás, com a intenção produzir energia limpa e economizar no consumo de gás em seu estabelecimento. Atualmente, o lixo orgânico produzido pelo restaurante, que seria jogado fora, se transforma em gás de cozinha. O restaurante, que serve diariamente alimentação para uma grande quantidade de pessoas, produz muito lixo orgânico, cerca de 10 quilos por dia, vão para a composteira. A engenhoca (como é chamada) transforma todo esse lixo em gás, que retorna para o restaurante, para ser utilizado no fogão para o cozimento das refeições.

Composteira – Ilustração: Vando Maciel

O proprietário afirma que a aquisição da compoteira tem gerado uma lucratividade muito boa, uma vez que diminuiu significativamente a compra do gás de cozinha, que é a matéria-prima e custa mais caro para os proprietários de restaurante por sofrer aumento diariamente. Lopes lembra que gastava R$2,8 mil, agora, possui um gasto de R$1,4 mil na compra do gás, uma economia de 30%, após a utilização do biogás no cozimento das refeições.

Entretanto, para se ter todo esse lucro, é preciso muito calor para a composteira que fica exposta ao sol para que possa esquentar a lona onde o material orgânico passa pela fermentação, cria gases e vira o gás de cozinha. Mas também produz fertilizante com o chorume que escorre do resto dos alimentos. Ainda segundo Alexandre, esse foi um excelente investimento, uma vez que ao dar uma melhor destinação para o lixo orgânico, ajuda o meio ambiente e é compensado com a economia já que o gás está custando muito caro.

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