O projeto Jovens Pelas Patinhas começou em abril de 2021, após a estudante Ellen Melo publicar nas redes sociais dela, a história do cachorro Baguncinha, que havia sido atropelado e abandonado nas ruas do Centro Histórico de São Luís.

Após resgatar o Baguncinha, Ellen Melo conta que sentiu a necessidade de salvar outros animais. Resolveu, portanto, criar a ONG Jovens Pelas Patinhas, com o objetivo de resgatar cães e gatos abandonados em São Luís. “Assim começou o projeto, as ações de venda de água, as rifas. A gente começou a buscar parceria, começou ter grupos para doadores, grupos para voluntários e tudo foi fluindo, mas tudo começou com o resgate do baguncinha que foi nosso primeiro cachorro. Após duas semanas a gente já estava com três cachorros”, afirma.

Segundo Ellen Melo, o projeto surgiu devido à alta demanda por resgates de animais em situação de rua na cidade de São Luís e as ONGs existentes na época, não conseguirem atender todos pedidos de ajuda, problema que ainda persiste atualmente devido à falta de políticas públicas. “Parte o coração da gente que é protetor, porque são muitas denúncias. Todos os dias são diversos tipos de casos: casos de atropelamento, casos de maus-tratos, casos de abandono e a gente muitas vezes fica de mãos atadas”.

A Jovens Pelas patinhas não possui abrigo. O animal após ser regatado e passar por tratamento, é encaminhado para adoção ou lares temporários. Além de resgates a ONG ajuda pessoas que não tem condição de cuidar do próprio animal.

Os pedidos de ajuda superam a capacidade de resgate da ONG, portanto prioriza-se o resgate dos animais mais fragilizados, como conta a vice-presidente das Jovens Pelas Patinhas, Aline Gomes. “A gente sempre resgata aquele animal que tá muito debilitado. Que foi atropelado ou está em uma situação de abandono já muito crítica, há muito tempo. Às vezes muito magro, fraco e em uma situação de muita vulnerabilidade. Esses animais são direcionados para a clínica imediatamente. Onde ele passa por todo tratamento. Quando chega um momento que eles não precisam mais ficar na clínica, a gente começa a procurar uma adoção ou lar temporário que possa receber até que ele se recupere totalmente”, disse.

Aline Gomes destaca ainda, que conseguir adoção tem sido difícil, devido a ONG resgatar principalmente animais abandonados muito debilitados e adultos. “A adoção é uma coisa muito difícil, principalmente porque a maioria dos animais que a gente pega já são adultos e as pessoas infelizmente ainda têm um preconceito muito grande em adotar animais adultos. Então na maioria das vezes a gente acaba levando para abrigo temporário. A gente paga uma mensalidade, como se fosse um aluguel, a ração e medicamento e qualquer coisa que o animal venha precisar”, destaca.

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